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Entendendo (ou explicando) o final de LOST

dezembro 1, 2012

Há algum tempo terminava uma das séries mais importantes da minha vida. Era abril de 2010 e a ABC exibiria finalmente o demorado e cheio de expectativas último episódio do seriado LOST, de J.J. Abrams. Como de praxe, ajustei meu televisor (torrent) e esperei o programa passar (baixar). Duas horas depois de abrir o arquivo com suspense indescritível, o “eu” de dezessete anos estava lá, sentado em frente ao computador, extasiado, com os olhos suados. Eu tinha acabado de ver na minha frente os últimos minutos de um seriado que tinha feito parte dos últimos seis anos da minha vida. Estava feliz, convencido e satisfeito. Diferente do resto do pessoal do Twitter, que eram as únicas pessoas que trocavam idéia do seriado comigo.

Alguns argumentos se baseavam na idéia precipitada que todos tiveram no episódio final quando, no fim, Jack Shephard percebe, finalmente, que todos os personagens que estão na igreja estão mortos. “Fine and done”, pensei. Achei que não tinha entendido o final, e fui assistir de novo dali algum tempo. Percebi que não. Todos os mimimis do Twitter, Facebook e outros blogs eram baseados no mesmo erro: a precipitação e a não compreensão da diferença entre os conceitos das linhas do tempo do purgatório (ou seja lá como você prefere chamar: limbo, universo paralelo, plano espiritual) e da do mundo real.

Depois de algum tempo que decorre entre a realização de Jack quanto à sua existência nesse paralelo de realidade com a morte, temos o diálogo essencial para a compreensão total do que estava acontecendo ali. Veja abaixo minha tradução do final do episódio, diálogo que se passa especificamente enquanto Jack conversa com o pai do lado do caixão, nos fundos da igreja.

JACK: Pai?

CHRISTIAN: Olá, Jack.

JACK: Não entendo… Você morreu.

CHRISTIAN: Sim, sim, eu morri…

JACK: Então como você está aqui agora?

[Christian observa.]

CHRISTIAN: Como você está aqui?

JACK: Eu morri também… ¹

[Jack começa a chorar enquanto se lembra.]

CHRISTIAN: Está tudo bem… Tudo bem. Está tudo bem, filho.

[Christian se aproxima de Jack e os dois se abraçam.]

JACK: Eu te amo, pai.

CHRISTIAN: Eu te amo também, filho.

JACK: Você… Você é real?

CHRISTIAN: Eu espero que sim. [Christian e Jack riem.] Sim, eu sou real. Você é real, tudo que aconteceu com você foi real. Todas essas pessoas na igreja… Elas são reais também. ²

JACK: Eles estão… Eles estão todos mortos?

CHRISTIAN: Todo mundo morre, algum dia, filho. Alguns antes de você, outros muito depois de você. ³

JACK: Mas porque eles estão todos aqui agora?

CHRISTIAN: Bem, não existe um agora aqui.

JACK: Onde nós estamos, pai?

CHRISTIAN: Este é o lugar que vocês todos fizeram juntos para que pudessem encontrar uns aos outros. A parte mais importante da sua vida foi a parte que você passou com essas pessoas. É por isso que todos vocês estão aqui. Ninguém morre sozinho, Jack. Você precisava deles e eles precisavam de você.

JACK: Pra que?

CHRISTIAN: Pra lembrar, e deixar ir.

JACK: Kate… Ela disse que estávamos partindo.

CHRISTIAN: Não, partindo não… Seguindo em frente.

JACK: Onde estamos indo?

CHRISTIAN: [sorrindo] Vamos descobrir.

OK, se você leu, percebeu que destaquei três pontos, que penso serem essenciais para a compreensão completa da idéia do purgatório e das linhas do tempo sugeridas, além do fato de compreender que eles todos NÃO estão mortos desde o começo do seriado. Vamos aos fatos:

Número 1, “JACK: Eu morri também…”: este foi exatamente o ponto que as pessoas começaram a tirar conclusões precipitadas. Desde a terceira temporada somos atormentados pela idéia de que tudo o que acontece na ilha não se passa da experiência de estar no inferno. Mas o interessante é: quem acha mesmo que esse diálogo se aplica aos acontecimentos da ilha não prestou atenção no que está acontecendo. Aquela realidade onde Jack conversa com o pai NÃO É a mesma realidade da ilha, e também NÃO É uma realidade alternativa criada quando a bomba foi estourada pela Juliet no final da quinta temporada. O roteiro faz você pensar que é porque foi estrategicamente montado para isso, mas a esse ponto, os roteiristas levaram em conta que todos tivessem percebido e entendido o argumento final de LOST.

Número 2, “CHRISTIAN: Sim, eu sou real. Você é real, tudo que aconteceu com você foi real. Todas essas pessoas na igreja… Elas são reais também.”: Aqui, os roteiristas tentaram, e para mim conseguiram, concluir todas as dúvidas que alguns telespectadores desavisados ainda tinham. Aqui é deixado claro que sim, tudo o que aconteceu durante a série – exceto os flash-sideways da última temporada  – foram REAIS, e ACONTECERAM DE VERDADE, NO MUNDO REAL/MATERIAL. A ilha realmente existe, e tudo o que se passou nela foi real. Se ainda não entendeu, desista, você é incapaz (isso é uma piada).

Número 3, “CHRISTIAN: Todo mundo morre, algum dia, filho. Alguns antes de você, outros muito depois de você.”: A questão aqui tratada pelos roteiristas é a tentativa de explicar aos ainda desavisados o que é, e como funciona, a linha do tempo do mundo real em comparação à linha do tempo do mundo espiritual/purgatório/limbo. Ele deixa claro que, apesar das pessoas morrerem em épocas diferentes, elas sempre se encontrarão nesse plano com a mesma idade, e nas mesmas circunstâncias (com mudanças leves) em que se encontraram em vida porque este é o destino deles. Se você ainda não entendeu esta questão das linhas do tempo e da exigência da contemporaneidade para a coexistência no purgatório, dê uma olhada na explicação ilustrativa abaixo, considerando os aspectos apresentados em LOST:

Imagine que existam três pessoas, uma de cinco anos de idade, outra de vinte, e outra de cinqüenta, vivendo contemporaneamente no ano de 2012, o que faz com que a pessoa de cinco tenha nascido em 2007, a de vinte em 1992, e a de cinqüenta em 1962. Considere que sim, o tempo passe naturalmente, da mesma maneira que passa no mundo fora-LOST, no mundo em que vivemos. Correto. Agora imagine outra linha do tempo, com a mesma linearidade e constância, só que num mundo artificial (espiritual/o purgatório/o limbo). Correto. No mundo real, essas três pessoas morrem na seguinte ordem: a pessoa de vinte anos morre em 2012. A pessoa de cinqüenta morre em 2020. E a pessoa de cinco, em 2060. Quem nascerá primeiro no mundo artificial pós-morte (o purgatório/limbo, é, é, você entendeu!)? A resposta é: a de cinqüenta. Aí você me pergunta: “mas como, se a de vinte morreu primeiro?”

A pergunta é válida, e foi justamente por ser difícil de compreender, que não foi entendida pela maioria dos telespectadores de LOST. Seguinte: a pessoa de cinqüenta anos morre depois da de vinte, mas como a linha do tempo do mundo artificial pós-morte é linear e segue os mesmos padrões da linha do tempo do mundo real, a de cinqüenta nascerá primeiro, pois o ano de 1962 acontece, como na vida real, antes do ano de 1992. Entendido? Ou seja: a criança de cinco anos poderia ter morrido até antes de todos, mas sempre seria a última a nascer no purgatório, pois em vida, ela FOI a última a nascer. A ordem da morte não interfere na ordem de nascimento no purgatório, ele tem uma linha do tempo idêntica à do mundo real, e é por isso que vemos Claire grávida, e todos com a mesma idade que tinham no 2004 real, no 2004 do purgatório. Sem esta correlação idêntica entre as duas linhas do tempo, então Boone chegaria primeiro que todos, por ter sido o primeiro a morrer, e pra que fosse possível encontrar com Kate, que provavelmente morreu décadas depois da morte de Jack, ele teria que esperar muito tempo e não estaria com a mesma diferença de idade que existia enquanto os dois coexistiam na vida real. Ufa! Entenderam? Não? Ah, lê o texto de novo, por favor. Mais repetitivo que isso só Lagoa Azul.

Concluindo, gostaria de deixar uma explicação que acho que merece ser citada no texto: aquelas imagens que apareceram nos créditos do último episódio foram responsáveis pelas dúvidas e pelas conclusões errôneas da maioria dos telespectadores americanos. As imagens mostravam o avião da Oceanic caído na praia como no episódio piloto, e nada envolta dele. Algumas pessoas acharam que era uma dica para que se concluísse que todos estavam mortos desde o acidente, mas NÃO! Os produtores executivos da série, Carlton Cuse e Damon Lindelof disseram em entrevista posterior ao finale que aquelas imagens foram postas pelos editores dos créditos, e que nada têm a ver com a história contada no último episódio de LOST. Pediram desculpas e deixaram claro que aquelas imagens não faziam parte do roteiro, e que o que deveria ser levado em conta era tudo o que havia acontecido antes do letreiro LOST aparecer na tela, em fundo preto, como desde a primeira temporada.

Então é isso, garotos e garotas. Acabei de rever a série e resolvi escrever pra vocês sobre o assunto definitivamente. Talvez no futuro venha a me pronunciar sobre mais coisas de LOST, mas acho que todos os meus argumentos defendendo o final estão aqui neste texto gigante que espero que você tenha lido completamente. Vejo vocês em outra vida, brothers!

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28 Comentários leave one →
  1. abril 10, 2013 2:27 am

    Acabou sendo uma serie assim, meio espiritual e não ficção, terror, suspense ou outra coisa. E acho sim que todos morrem na queda do avião e a ilha fez parte desta saga espiritual…

  2. outubro 8, 2013 4:24 pm

    Eu entendi e gostei do final e discuto com muita gente até hoje sobre isso. Mais essa foi a melhor explicação que li até hoje. Vou imprimir pra usar os argumentos na discussão daqui ora frente.

  3. Laura permalink
    outubro 27, 2013 8:15 pm

    Só uma pergunta: a detonação da bomba de hidrogênio não deu certo?

    • Igor permalink*
      outubro 27, 2013 10:47 pm

      Não! A única coisa que a bomba fez foi fazer eles voltarem pro presente.

    • Dann permalink
      dezembro 23, 2013 12:19 am

      Deu! A bomba era o incidente.

  4. dezembro 25, 2013 6:19 pm

    Adorei o seu texto! Achei bastante esclarecedor =] Obrigada.

    • Valkiria permalink
      fevereiro 15, 2017 10:45 am

      Olá Brothers eu ainda tenho uma dúvida …
      todos se encontram na igreja pq chegou a hora de partir eles se lebraram de tudo certo.
      Mas o Benjamim também se lembrou foi só encontro e ficou na porta da igreja e pq ele não entrou.
      Me responda por favor!!!!

  5. Luck Lopes permalink
    janeiro 16, 2014 7:52 pm

    Só um comentário, vc explicou tudo ótimo mas não explicou porque no começo o locke era alejado e depois ao cair na ilha ele começou a andar, e como o richard conseguiu ficar todos aqueles anos sem morrer.

    • savio permalink
      maio 22, 2014 8:31 pm

      O que aconteceu na ilha foi real sim, aconteceu na vida deles, no purgatório deles, antes deles partirem como disse a Kate ou como Christian corrigiu, antes deles seguirem em frente. Aconteceu na vida de cada um, no purgatório deles.

    • dezembro 29, 2014 1:19 am

      Simples, Locke era um homem especial, e Richard foi tocado por Jacob, e como ele era especial, muito mais que qualquer outro, Richard nunca mais poderia morrer, ate Jacob morrer, por isso ele teve seu primeiro cabelo branco no final de tudo!

    • setembro 23, 2015 12:47 pm

      Todos morreram pq antes de entra na igreja o Hugo fala pro Bem vc foi bom número 2 e ele fala pro Hugo e vc foi ótimo número 1 quer dizer que já passou a fase q o Hugo comandou a Ilha e que morreu e encontrou com seus amigos… eu amei essa série

  6. Lucas permalink
    fevereiro 15, 2014 6:25 pm

    Rapaz eu fiquei chocado pela maioria das pessoas terem pensado que eles estava mortos durante a estadia na ilha. É tão simples perceber que alguns morreram fora da ilha (Pai de jack), outros na queda do avião (policial que levava a Kate), na ilha (Sun, Jack, Jin etc…) e fora dela (Povo que saiu no avião). Tem várias provas, uma delas você citou que foi a frase “Todo mundo morre, algum dia, filho. Alguns antes de você, outros muito depois de você.”

    • Leonardo Gabriel permalink
      março 3, 2014 9:13 pm

      Está bem. Como explicar a fato do Jack estar morrendo e de repente ele vê um avião passando sobre a ilha? Isso não é um sinal de que ele estava finalmente aceitando sua morre por causa da queda e viu que a ilha na verdade era um estado mental? De qualquer forma é complicado.

  7. março 20, 2014 12:58 am

    mas e as crianças? E não me lembro quem, mas teve gente que não estava na igreja no último episódio.

  8. Danilo permalink
    março 28, 2014 11:48 pm

    pq no final não mostra o Milles, Lipidus na igreja???

  9. Fernando moura permalink
    outubro 7, 2014 1:09 am

    Muito tempo depois consegui ver o final da série, acompanhei a série da estréia na globo até a 4 temporada, e há um tempo assisti a 5 temporada e achei fraca e desisti agora terminei, entendo porque muitos odiaram o final da série porque nos deixa muitas dúvidas como o que é a ilha mais o final foi muito bom quando entendemos o básico era uma série sobre pessoas perdidas, perdidas quando estavam vivas não tinha sentido a vida delas eram egoístas e só pensavam em si mesmas e quando elas acham a ilha começam a pensar nos outros como os que voltaram pra ilha resgatar seus amigos e depois quando essas pessoas morreram continuavam perdidas vivendo um mundo paralelo como se o avião nunca tivesse caído que aqui foi chamado de purgatório.

  10. Kate permalink
    dezembro 28, 2014 9:36 pm

    Lost é muito bom,ameii agora entendi quase tudo

  11. Carlos Miguel permalink
    fevereiro 5, 2015 3:11 pm

    Ta mas vc disse que mesmo se a criança de 5 anos morrer primeiro, quem vai “nascer” primeiro no outro mundo é o mais velho, no caso o de 1962. Então porque o Jack nasceu por ultimo se ele não era o mais novo? No mínimo o Boonie deveria ter nascido por ultimo não? Pq ele era mais novo que o Jack.
    Pra ficar mais fácil meu raciocínio… O Jack era o de 50 anos e o Boonie era o de 5 anos, mas no lost o Jack nasceu no outro mundo antes que todos, e ele não era o mais velho….

  12. Carlos Miguel permalink
    fevereiro 5, 2015 3:14 pm

    Corrigindo kkk Jack nasceu no outro mundo depois que todos, e ele não era o mais novo. Boonie era mais novo q o Jack e nasceu antes dele.

  13. ITZ VÁZQUEZ permalink
    outubro 16, 2015 1:59 pm

    Uma série que tem sido muito bem sucedida. Vamos ver se as sobras alcançado muitas temporadas como este.

  14. Everton Jardim permalink
    dezembro 9, 2015 4:00 pm

    Tenho uma duvida, por que jack esta casado com juliet e tem um filho com ela na realidade paralela?

  15. janeiro 16, 2016 12:05 am

    só lembrando que em um episodio que eles estão no mundo paralelo onde o avião não caiu. Mostra um vídeo de uma câmera que vai ao fundo do mar e mostra aquele pé da estátua bem no fundo do mar. Ou seja, aquilo esta acontecendo muito depois do ultimo deles morrerem na ilha. Nesse caso aconteceu aquilo da ilha afundar anos depois, talvez por culpa do gordinho rsrsrs. Mas foi isso mesmo, estavam no tal purgatório esperando todos morrerem para assim todos irem em paz p onde for.

  16. suenia.sales@gmail.com permalink
    março 16, 2016 10:21 am

    Adorei a explicação, entendi a mesma coisa, mais antes duas pessoas me disseram que tinhão morrido no começo e quando terminei de assistir foi que vi que estavao errados, foram morrendo aos poucos e a ilha foi totalmente real. vou argumentar com meus amigos…

  17. Anônima permalink
    maio 29, 2016 7:22 pm

    Eu gostei do seriado, as cenas da queda do avião são incríveis, entendi o significado, entendi o final, sei que não estavam mortos; mas como o pessoal falou, eles inseriram tantos elementos espirituais pra depois dar uma rasteira tão grande no telespectador, que chega a ser frustrante (para mim). Até o nome da empresa, Dharma, tem significado espiritual. O que deu também essa impressão de que todos estavam mortos com as almas sendo preparadas para o Céu, em um purgatório, foi o fato de que eles estavam “perdidos” na vida, e geralmente após chegarem a uma compreensão do sentido da sua própria existência, ou resolverem suas pendências emocionais, acabavam morrendo, como se finalmente a alma deles pudesse descansar em paz e ser transferida para um lugar melhor através da morte. Por outro lado, outros elementos também indicavam que tudo era verdade, como os animais terem o símbolo Dharma marcado neles ou em suas coleiras, pois significava que tudo aquilo foi posto por alguém. Outro elemento que abriu o leque para as duas interpretações, real e espiritual, foi o botão da escotilha. Em um momento um personagem dizia que era um “salto de fé”, que todos estavam passando por uma provação e, como prova dessa fé, cega, deveriam apertar o botão ao cessar dos 108 minutos. Ao mesmo tempo vinha outro personagem dizendo que nada aconteceria se o botão parasse de ser apertado. Teve um momento em que o próprio Locke enfrentou essa dúvida e entrou em conflito pessoal. Eu acredito que o seriado abriu o leque para essas duas possibilidades e ao final optou por uma saída que acreditou ser mais adequada para a mensagem que queriam passar.

  18. Larissa de Lima permalink
    junho 22, 2016 3:29 am

    Muito bom

  19. março 10, 2017 4:20 am

    Depois de alguns anos assisti toda a série novamente. Como sempre amei.
    Procurei uma explicação novamente pra compreender melhor e ver se eu estava certo.
    Tudo que mexe com o tempo é uma verdadeira loucura. Uma pena a maioria das pessoas não terem entendido direito mas, espero que elas tenham pesquisado pra se orientarem melhor rs.
    Ótima explicação. Vlw carinha do passado que 4 anos depois ainda ajuda as pessoas entenderem melhor essa loucura que foi Lost.
    Adeus.

  20. abril 27, 2017 8:24 pm

    Pirei. Tô LOST de felicidade. O final foi o melhor de todos. Brother…

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